sexta-feira, 21 de maio de 2021

GOVERNANÇA GLOBAL E NEOREALISMO

 

    A GOVERNANÇA GLOBAL PARTE DA IDEIA DE QUE SEUS DEFENSORES ENTENDEM QUE, PARA HAVER ORDEM NO CENÁRIO INTERNACIONAL, NÃO É NECESSÁRIO A EXISTÊNCIA DE UM ESTADO SUPRANACIONAL (LEVIATÃ) COM PODERES POLÍTICOS SUFICIENTES PARA DIZER QUE OS ESTADOS DEVEM, OU NÃO DEVEM FAZER NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS.

    A PRÓPRIA RELAÇÃO ENTRE OS ATORES INTERNACIONAIS SEGUNDO ESTA CORRENTE, PARA SEUS DEFENSORES, CRIA AUTOMÁTICAMENTE NORMAS E PADROES DE COMPORTAMENTO QUE PERMITE UM CENÁRIO INTERNACIONAL AUTO REGULÁVEL, UM SISTEMA ANÁRQUICO.



fonte: in 
How to travel to an international destination for less (iol.co.za)


REALISMO E NEOREALISMO

    O REALISMO TEM COMO CENTRO DE SUA ANÁLISE O ESTADO COMO UMA UNIDADE ISOLADA, PROCURA COMPREENDER O SEU COMPORTAMENTO DENTRO DO SISTEMA INTERNACIONAL, POR MEIO DE SUA NATUREZA EGOÍSTA.

  NO REALISMO, O ESTADO É O PRINCIPAL PROTAGONISTA NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS DENTRO DE UM CENÁRIO ANÁRQUICO, OU SEJA, NÃO HÁ UM GOVERNO COM PODERES GLOBAIS DE POLÍCIA QUE TENHA CAPACIDADE DE IMPOR SUAS VONTADES SOBRE OS ESTADOS.

    COMO CADA ESTADO AGE POR SI SÓ, E SOMENTE PODE CONTAR CONSIGO PRÓPRIO, É COMUM NO REALISMO A SENSAÇÃO DE INSEGURANÇA NO SISTEMA INTERNACIONAL AO PONTO DE GERAR UMA CORRIDA ARMAMENTISTA MAIS CONHECIDA COMO "PAZ ARMADA."




fonte: in 
How Trump and North Korea are skewered by the ‘fire and fury’ of cartoonists - The Washington Post

NEOREALISMO

    ENQUANTO O REALISMO VISA O ESTADO COMO CATEGORIA DE ANÁLISE, O NEOREALISMO ESTENDE ESSE OLHAR PARA A ESTRUTURA DO SISTEMA INTERNACIONAL QUE É ANÁRQUICA.

    PARA OS NEOREALISTAS, O ESTADO POR SI SÓ, NÃO É SUFICIENTE PARA ENTENDER O FUNCIONAMENTO DO AMBIENTE INTERNACIOANL, ESTE DEVE SER OBSERVADO COMO UM SISTEMA, NÃO COMO PARTES ISOLADAS A EXEMPLO DO REALISMO.

A GOVERNANÇA GLOBAL NA VISÃO DO NEOREALISTA.

    PARA O NEOREALISTA, A IDEIA DE GOVERNANÇA GLOBAL É IMCOMPATIVEL COM A REALIDADE, QUE, INDEPENDENTE DA MAIOR INTERAÇÃO ENTRE OS ATORES INTERNACIONAIS, SEMPRE HAVERÁ PROCURA DE BALANCEAMENTO DE PODER POR PARTE DOS ESTADOS.

A COALIZÃO FORMADA SOB A LIDERANÇA DOS ESTADOS UNIDOS PROCURANDO REUNIR AUSTRÁLIA, JAPÃO E ÍNDIA NA TENTATIVA DE MINAR A INFLUÊNCIA NA CHINA NO MAR DO SUL DESTE PAÍS, É UM EXEMPLO DE TENTATIVA DE BALANCEAR PODER NUM CENÁRIO QUE É COMPOSTO POR RELAÇÕES ENTRE ATORES INTERNACIONAIS SOB A ÓPTICA DO NEOREALISMO.

    

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

À IMPORTÂNCIA EM ESTUDAR A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL. (1914 - 1918).

   Estudar a Primeira Guerra Mundial é de fundamental importância para entendermos o impacto no número de mortos, feridos e de destruição material que ela causou, situação nunca visto na história.

   Deixando 9 milhões de soldados mortos, cerca de 20 milhões de feridos e centenas de milhares de civis mortos e feridos. Outro fator, está na abrangência geográfica e política envolvendo impasses diplomáticos, militares e apoio à guerra.

AMPLIAÇÃO POLÍTICA

   A guerra demandou um longo período envolvendo produção de alimentos, em que,  chegou um momento tornando de extrema necessidade à intervenção do estado na economia de uma maneira jamais vista na história.

AMPLIAÇÃO GEOGRÁFICA

   Partia da necessidade em trazer considerável número de aliados, também jamais visto na história, sendo assim, tais ampliações partiam da premissa em não somente o estado se tornar mais atuante por causa do conflito, mas de fazer o maior número de alianças possíveis em extensão geográfica jamais presenciada.

DESTRUIÇÃO DO SISTEMA DE ESTADOS EUROPEUS

   Outra questão que leva a importância em se estudar esta guerra, parte do princípio em que, foi a partir dela, que houve o início do desmoronamento do sistema de Estados hegemônicos da Europa que, iria ser completado e finalizado com o fim da Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945).
  
  O início do sistema internacional de caráter globalizado como conhecemos hoje, teve a sua motivação inicial no primeiro conflito europeu em que, a partir dele que o sistema de estados na Europa do século XIX e início do século XX deixou de existir.
Só para questão de término de explanação, o sistema de estados da    
   Europa do Pré Primeira Guerra Mundial era caracterizado por sua multipolarização entre as potências beligerantes, depois, com o desfecho da Segunda Guerra, surgia o momento da chamada "Bipolaridade".
  
  Entender a primeira grande guerra também é importante para acabar com aquela visão romantizada de que, para haver paz, torna-se necessário aplicar a ideia de autodeterminação entre os povos.         
   Um exemplo de que nem sempre essa prática deu certo esteve nos conflitos dos Balcãs do final da década de 80 e início dos 90 do século XX.
   
   Por outro lado, torna aquela visão cética sobre a união de vários povos sobre o julgo do mesmo poder político a exemplo do Império Austro-Hùngaro de que, este não caberia em dias atuais, mas... podemos observar a emergência da União Europeia, fazendo com que estes mesmo céticos, revessem sues conceitos sobre o tema em questão.


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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

TRUMP AMEAÇA COM PROTECIONISMO INDÚSTRIA DE AÇO E ALUMÍNIO DO BRASIL

   Esses dias Donald Trump acusou o governo brasileiro de desvalorizar a sua moeda em relação ao dólar de maneira proposital e, ameaçou taxar a entrada do aço e alumínio brasileiros que entrasse no seu país.



MAS, POR QUE TRUMP ADOTOU ESTA POSTURA?...



Podemos destacar três fatores principais:

  

  •  Ano que vem, em 2018, haverá eleições nos Estados Unidos e, Trump não está desfrutando de boa popularidade ente os fazendeiros do país.

  • Junto com o Brasil, os Estados Unidos lideram a exportação de commodities no mundo. 


  • A guerra comercial travada entre Estados Unidos e China.

   Trump acusava constantemente a China de desvalorizar artificialmente a sua moeda, o que segundo ele, dificultava à entrada de produtos industrializados e agrícolas em território chinês; no entanto, por outro lado, o governo chinês executou uma retaliação, também, taxando os produtos americanos.

Após ser acusada de manipular moeda, China suspende compra de insumos agrícolas dos EUA.

   Esta troca de farpas no comercio entre os dois países, acabou por gerar imensa insatisfação por parte dos agricultores americanos, já que, a taxação em cima das commodities agrícolas americanas realizadas pelos chineses implicou numa queda abrupta nas exportações desses produtos, colocando em xeque uma possível reeleição de Trump.

MAS, O QUE O BRASIL TEM A VER COM ISSO?..

   O Brasil é o maior concorrente na exportação de produtos primários dos Estados Unidos e, também, entre ambos, a China é um de seus maiores destinos, ao dificultar à entrada de produtos americanos em seu mercado, o governo chinês concentrou suas importações nos produtos agrícolas e pecuários brasileiros. A tentativa de impor ao governo brasileiro uma valorização do real perante o Dólar, seria a última carta na manga que Trump poderia usar a favor de seus agricultores e pecuaristas, já que, tal valorização encarece as exportações brasileiras gerando perda de competitividade, esse é o intuito do presidente americano.



Produção de Soja no Brasil

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   Valorize  a moeda, que eu não taxo o aço e alumínio brasileiro ao passar em nossas fronteiras, diz Trump ao governo brasileiro. Ele acha que fazendo esse tipo de ameaça, o governo brasileiro possa vir a repensar à política cambial e, por assim, dizer, agradar parte do seu eleitorado no campo.

   O problema, é que, tal postura protecionista contra o governo brasileiro não vem dando o resultado esperado para o presidente americano, isto porque, a taxação do aço e alumínio brasileiro encareceria o lote de maquinários adquiridos pelos agricultores americanos, o que não está deixando parte do eleitorado mais calmo.

   Devido à suspensão da China na compra de insumos agrícolas e pecuaristas norte americanos, o preço do óleo de soja e da carne se elevam consideravelmente no Brasil, movimento que é fruto de um sistema econômico cada vez mais integrado, onde a decisão de um governo num determinado continente, afeta diretamente países que se colocam em posições geográficas totalmente diferentes, além de, às vezes, não ter nada a ver com o acordo entre outros países pelo qual sua economia acaba sendo afetada.


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CONVULSÃO SOCIAL NA AMÉRICA DO SUL

  Há poucos meses presenciamos imensas revoltas populares na América do Sul, começando pelo Equador, Chile e depois à saída de Evo Morales do poder na Bolívia. No entanto, o que estaria por trás desses conflitos tão violentos entre população e seus respectivos governos?....

   Primeiramente, temos que entender que existem dois tipos de governos dentro daquilo que chamamos por "filosofia política do hemisfério ocidental". Dentro do âmbito democrático, há uma ideologia de governo voltado para o crescimento econômico, porém, sem a intervenção do Estado, pelo menos em sua maior parte na economia.  E, de outro lado, temos defensores de uma economia voltada para o bem estar social, muito comum após a crise de 1929 como o New Deal de Franklin Delano Roosevelt na década de 1930.

MANIFESTANTE EXALTA BANDEIRA EQUATORIANA CONTRA AS FORÇAS DE SEGURANÇA DO GOVERNO.
Manifestante durante os protestos no Equador, neste sábado, em Quito.


  A economia sem a intervenção estatal é definida por "neoliberalismo", que defende a privatização em massa, corte nos gastos públicos para não inchar as despesas do governo e, com isto também tentar aumentar o seu poder de receita, aquilo que arrecada. O problema é que, essa diminuição de gastos sociais não vem acompanhado da diminuição de gastos para Bancos e investidores nacionais e internacionais de grande porte. Então, com tempo, na medida que a população vai adquirindo conhecimento político , ela vai começando entender e questionar governos que aumentam tarifas sobre combustível, produtos agrícolas, transporte associado à diminuição das aposentadorias, pensões e precarização do serviço público e do trabalho, mas as verbas direcionadas aos banqueiros e poderosos investidores internacionais, sempre estarão lá, independente do que houver.

MANIFESTANTES CONTRÁRIOS ÀS DECISÕES DO GOVERNO CONSERVADOR PRÓ NEOLIBERALISMO MIGUEL SEBÁSTIAN PIÑERA NO CHILE.
Protestos Chile


  Essas crises são fruto de medidas neoliberais que governos de direita vem tomando na América do Sul tanto no Chile, Equador como também na Bolívia. Governos neoliberais sofrem pressões de grupos corporativistas nacionais e transnacionais, como  Bancos, também nacionais e estrangeiros, para enxugar gastos nos setores sociais como previdência, saúde, transporte, moradia e educação, para que o Estado arque com as dividas para com esses grupos.

  Para esses grupos, é muito mais interessante comprar títulos públicos dos governos a juros altos e, ter certeza que esse dinheiro será devolvido num futuro próximo, do que ficar presos às incertezas de um retorno por meio de investimentos na economia real, que além disso, leva tempo para acontecer.

  Por isso que governos de esquerda que, tentam, contrariar esses interesses corporativos, são prontamente derrubados do poder com o pretexto em agir de maneira corrupta, ou querer se perpetuar no poder definitivamente. Se for deixar a população escolher, a maioria vai optar pelos governos que visam o crescimento da economia por meios sociais, percebendo isto, globalistas do capitalismo financeiro junto com os meios de comunicação, com suas informações parcias em que, não se mostra os dois lados da história, arquitetam planos para derrubar governos que contrariam seus interesses.

  Esses Grupos usam governantes locais e a grande mídia para concluírem seus planos, já que, os poderosos veículos de comunicação estão entre estes grandes investidores, por este motivo, é interessante para à imprensa estar no poder, governos que apoiam diminuição de gastos sociais e crescimento de uma economia independente, para sobrar capital suficiente destinado a gastos com juros de seus empréstimos.

VEJA COMO FUNCIONA.

  • Títulos públicos = Papeis emitidos pelos governos para oferecer como documento que oficializa o empréstimo recebido pelo grande investidor. 


  • Depois de um tempo, o governo tem que devolver esse dinheiro com juros incluído, que por sinal, são altíssimos, sendo assim, torna-se uma dívida que nunca será quitada e, é isso que banqueiros e demais investidores querem.

  • Se governos optarem por arrochar gastos com a população, mas de maneira autônoma, com tempo não irá mais ficar tão dependente da venda de títulos públicos e, é isso que o mercado financeiro, meios de comunicação e poderosos Bancos não querem.

  Por esses motivos, que a maior parte da população chilena, equatoriana e boliviana decidiram sair às ruas para protestar, porque sabem que o modelo econômico do neoliberalismo não atende os interesses nacionais, apenas corporativos.



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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

POLÍTICA ISOLACIONISTA DE DONALD TRUMP

  Após a queda do muro de Berlim, surgiu uma nova perspectiva com relação ao que o mundo iria se tornar do ponto de vista geopolítico, econômico, e social. 
Para os realistas, as novas repúblicas que antes estavam sob à influência comunista da União Soviética, não iriam conseguir se adaptar tão rápido a nova dinâmica pautada numa economia capitalista. No entanto, por outro lado, os liberais viam essa nova realidade como uma oportunidade única, em gerar um movimento pautado no multilateralismo econômico como nunca visto antes.

  Tanto que, no início dos anos de 1990, Ronald Reagan e Margareth Teatcher implantaram tal modelo multilateral com bases no "liberalismo econômico", uma visão idealista de mundo em que, com a abertura de fronteiras, o Estado não se colocaria mais como obstáculo às pretensões para o crescimento econômico mundial. Portanto, se tratou de um período marcado pela  expansão das transnacionais, do intervencionismo militar e entrada de capitais externos a países em desenvolvimento.

SEGURANDO OS FALCÕES

  Entretanto, o que vemos hoje na política externa norte-americana liderada por Donald Trump é totalmente o oposto, em que, há o ordenamento da volta de boa parte das transnacionais em território estadunidense, fuga de capitais de países emergentes e a evasão militar como ocorre na retirada das tropas em apoios aos Curdos na Síria, no Iraque e também no Afeganistão.
Isso é resultado da queda de capital disponível para orçamento por parte dos EUA, por conta da financeirização de sua economia como diz Giovanni Arrighi em "O Longo Século XX". Uma economia pujante no início dos anos 1990, encontra-se em considerável declínio econômico, militar e geopolítico.

Jhon Bolton é demitido por Trump por causa de sua postura pró belicista.


GLOBALISTAS À ESPREITA COM SEUS FALCÕES.

  Podemos ver, também que, do outro lado do espectro dessa visão isolacionista de Trump, existem grupos conhecidos por "globalistas" que, são defensores do intervencionismo militar, do investimento em Estados emergentes e manutenção da presença das transnacionais em território de países desenvolvidos e, em desenvolvimento, principalmente.
  Talvez esse seja o motivo de seu impeachment, por causa de uma política voltada para o nacionalismo que não venha agradar grandes investidores em banqueiros no mercado financeiro internacional, defensores de métodos globalizantes na condução da política econômica mundial.

Livros sobre fantasias medievais.

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terça-feira, 18 de outubro de 2016

CONFLITO NA SÍRIA


CRISE POLÍTICO-MILITAR: GUERRA DOS SEIS DIAS - 1967.

Para começar se aprofundar na questão envolvendo a Síria, temos que voltar um pouco no tempo, para ter a oportunidade de acompanhar o processo desde o início. Pois bem, tudo teve início com a "Guerra dos Seis Dias", quando o governo sírio perdeu as chamadas "Colinas de Golã", no sul do país, que faz fronteira com Israel. As Colinas de Golã, é um território que possui forte capacidade hídrica,e, se tratando de uma área de clima árido, é notável sua extrema importância para a região, dando início a uma reconfiguração do mapa político daquela parte do Médio Oriente.

CONSEQUÊNCIAS POLÍTICO-SOCIAIS

A perda dos recursos hídricos das Colinas de Golã, geraram no seio da sociedade síria, um forte descontentamento com o governo, desencadeando um ambiente de instabilidade política. Portanto, a instabilidade política gerada por causa da perda dos recursos hídricos para o "Estado de Israel", abriu brechas para a instalação de um novo governo, sendo que este, veio subir ao poder por meio de um "Golpe Militar de Estado", se tratava a partir de então, do início do governo ditatorial de Hafez All Assad, pai do atual ditador sírio Bashar All Assad.

Hafez assume o poder em 1970, cerca de três anos após a famosa "Guerra dos Seis Dias" que ocorreu em 1967. O ditador permanece no poder por 30 anos, até os anos 2000, quando morre e da lugar ao seu filho, o então, atual ditador Bashar All Assad, o mesmo que está no poder até os dias de hoje.

Fonte: in http://portaldejornalismo-rj.espm.br/siria-cobertura-da-midia-e-percepcao-da-opiniao-publica-sobre-os-conflitos/

Devido ao tempo da família All Assad instalada no poder, em que, pai e filho juntos, somam 46 anos de ditadura no comando do país, associado aos novos tempos, sendo este característico de uma sociedade moderna, onde a população tem maior acesso à informação, novas tecnologias e educação, torna-se notável o crescimento por anseio de liberdade de expressão, participação política do país e a possibilidade de eleger um representante no governo, ou seja, desejo por parte da mesma na instalação de um regime democrático. Este pode ser encarado como um outro problema para o governo de All Assad, já que, o mesmo se refere a um regime composto por um líder Xiita.

A pressão popular estimula a criação de grupos de oposição, que começam se articular como grupos armados, cujo objetivo está na derrubada do governo por meio da força, para depois, instalar um regime de natureza democrática. No meio deste embate entre governo e oposição, surgem outros grupos com interesses próprios, são eles os Curdos e o Estado Islâmico.


CRIANÇAS SE REFUGIAM EM MEIOS AOS ESCOMBROS GERADOS PELO CONFLITO
Fonte; in http://diplomaciacivil.org.br/2016-quais-sao-e-como-esta-o-desenrolar-dos-conflitos-mundiais/

Curdos: Trata-se de um grupo étnico com idioma e culturas específicas, diferente dos povos em que estão inseridos. Os Curdos afirmam ser donos de uma vasta área territorial, em que, abrange parte de territórios da Síria, Iraque e Turquia; no entanto, governos de ambos os países, em que, o grupo está inserido, não demonstram interesse em conceder parte de seus territórios, para que o grupo articule a formação de um estado próprio, com leis e fronteiras próprias, como vem sendo do desejo dos mesmos.

Então, podemos contabilizar que no caso da Síria, o governo de Bashar All Assad, além de lidar com a oposição rebelde (E L S), tem que lidar também com a questão curda, o que gera mais instabilidade ao seu governo. Outro problema enfrentado pelo governo vigente até então, está no crescimento do "Estado Islâmico", grupo que teve sua origem no Iraque em meados de 2003; no entanto, os mesmos começaram perder seu espaço na medida que o governo "Sunita" de Hussein  perdeu o poder, entrando no seu lugar, um grupo muçulmano Xiita, instalado ali, com o apoio norte americano. Sendo assim, é notório que com a troca do governo, os "Sunitas" perderam o poder político, gerando imensos descontentamentos estimulando a articulação de grupos opositores decididos a reconquistar tal poder.

CONCLUSÃO

Sendo assim, podemos concluir que o conflito na Síria, se resume num choque de interesses, em que, cada parte exige participação imediata do poder, para assim, ter a possibilidade de ditar os rumos e o futuro do governo sob seus respectivos controle.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

HISTÓRIA DA FORMAÇÃO DO ESTADO SÍRIO

     Para compreender a questão envolvendo o conflito na Síria, primeiramente, temos que realizar um apanhado histórico sobre a gênese da composição étnica e religiosa de sua população; identificando seu processo de formação, tanto no tempo histórico e cronológico, como no espaço geográfico.


     A região onde fica situado o território sírio atualmente, passou pelo controle de vários impérios; e, podemos apontar os seguintes:

  • Império Turco Otomano até o fim da Primeira Guerra Mundial.
  • França, a partir de 1920, com a determinação das Cartas das Nações.
       Como a região da Síria históricamente apresenta problemas de relacionamento entre as diversas comunidades locais, por causa das suas diferenças etnicas e religiosas, a "Liga das Nações" concedeu a Tutela da área para a França, em que, a mesma ficaria com a missão de solucionar ou administrar tais conflitos.


       A região sob tutela do Império colonial francês, ficou sendo conhecida como A Grande Síria, a partir de 1921. Com receio de que as comunidades locais pudessem se articular com o objetivo de organizar uma revolta, os franceses decidiram dividir o território em seis partes; e, elas são as seguintes:



  • Dabal Druzia (composto por uma etnia de religião muçulmana conhecido como Drusos).
  • Estado Alauíta (composto por uma população de muçulmanos da linhagem Xiita de ramificação Alauíta).
  • Estado do Libano (Estado cujo a maioria era composto por Cristãos Maronitas).
  • Estado de Alexandreta (composto de turcos e hoje faz parte da Turquia com o nome de Hatay).
  • Estado de Damasco ( composto por uma população, cujo segmento é Muçulmano Sunita).
  • Estado de Allepo (composto por uma população, cujo segmento também é Muçulmano Sunita, assim como Damasco).
Fonte: In:http://somostodospalestinos.blogspot.com.br/2014_09_01_archive.html
       
Sobre Damasco e Allepo, suas origens estão associados à partilha que fora realizada pela França em 1924, fato este, que culminou com a "Revolta Árabe de 1925". A revolta árabe teve dois objetivos princiapais, e, eles eram os seguintes:


  • Conter o processo em curso de fragmentação da grande Síria.
  • Expulsar os colonizadores franceses daquela região, atitude típica do sentimento nacionalista árabe que aflorava no seio das comunidades na época, o então chamado, "Pan- arabismo".

       A divisão da parte sunita no território conhecido até então de "Grande Síria", foi realizada pelos franceses com objetivo de enfraquecer uma possível revolta que poderia vir acontecer; já que, se tratava de uma etnia cuja presença era dominante no território.



PROCESSOS DE INDEPENDÊNCIA DA REGIÃO.



    Gradativamente, os estados que estavam compondo a "Grande Síria", foram adquirindo a independência e saindo do julgo francês. Damasco e Allepo, sendo estes reduto Sunita, se unificaram em 1936 dando início ao território sírio pelo qual conhecemos hoje, e dez anos depois, foram formalmente reconhecidos como "Estado Nação" pela ONU, mais precisamente em 1946. No decorrer deste processo, o estado druso junto ao novo território, formando o que hoje conhecemos por estado sírio.


     O Líbano adquiriu também sua independência em 1946, quando os países coloniais, com suas respectivas economias destruídas pela guerra, não tinha mais a capacidade de controlar politicamente a região. Em 1938, o estado turco de Alexandreta conseguiu sua independência da França,e, em 1939, foi formalmente anexado ao território turco, hoje conhecido como "Hatay".

  
DIVERSIDADE ETNCA E INSTABILIDADE DO ESTADO



     Devido à diversidade étnica e religiosa que existe no atual território sírio, há uma constante luta pelo poder político; além do problema, em que, o governo encontra para satisfazer as necessidades e exigência de todos. Aquele grupo que se sentir colocado meio que de lado, irá com toda certeza, ceder sérios problemas para o governo; daí a ideia de instabilidade política, e o estado, tem que, constantemente estar se desgastando para conter conflitos e todo tipo de insatisfação de parte da população. Como se não bastasse a questão da diversidade étnica e religiosa, o governo tem que lidar com os novos anseios de modernidade, explícitos na mente da nova geração de jovens do país, que exigem maior liberdade de expressão, participação dos destinos políticos do país e melhores condições econômicas (distribuição de renda), como manda a cartilha da primavera árabe.

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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS

Há uma considerável diferença entre o tipo de colonização no continente americano de clima temperado e no denominado tropical. Praticada, especificamente a partir de meados do século XVII, abordaremos tal colonização nesta primeira parte deste artigo. 

Vale lembrar ao leitor, que esta primeira parte diz respeito somente ao processo de ocupação na América Temperada, ou seja, focalizaremos os processos que levaram à colonização de povoamento.


AMÉRICA TEMPERADA



Na parte temperada do continente americano, mais precisamente onde hoje se encontra a América do Norte, se concretizou uma colonização de povoamento; em que, a economia girava em torno de uma agricultura familiar e de subsistência. Os colonizadores, ali recém chegados, encontraram um lugar cujas características físicas e climáticas eram semelhantes a sua terra natal; ou seja, o que se procurava era dar continuidade ao estilo de vida antes praticado na Europa.




MOTIVOS QUE LEVARAM À EVASÃO DEMOGRÁFICA NA EUROPA DO SÉCULO XVII (FRANÇA E INGLATERRA).


No século XVII, Inglaterra e França tinham sua população recuperada quantitativamente das intensas perdas para a "Peste Negra" do século XIV; sendo assim, o contingente populacional já era grande neste período, o que com tempo, foi acirrando às disputas por terras, já que, neste período, a economia agrícola ainda era predominante. Naquela época, a população tinha em mente que o seu deslocamento em direção à novas terras seria uma boa saída para os seus problemas enfrentados em sua terra natal.



PERSEGUIÇÕES RELIGIOSAS

Fonte: in: http://www.realidadecristo.com.br/2014/09/colonia-catolica-dos-estados-unidos.html

As perseguições religiosas eram uma dura realidade da época no continente europeu, isto porque, o fundamentalismo católico, ainda predominava no interior do continente. Portanto, para escapar das punições severas que a inquisição colocava, protestantes dos mais variados segmentos começaram a procurar refúgio, onde as ameaças do tribunal religioso da "Igreja Católica" deixasse de ser uma realidade, e, as terras da América do Norte lhe davam esta condição.




REFORMA ECONÔMICA

 Fonte: In:https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Industrial

O século XVII é marcado por intensos conflitos de interesses, em que, a burguesia inglesa concentrava seus esforços, na tentativa de desmantelar o perfil de governo centralizador de poder do "Absolutismo Político". Até que, em um determinado momento, "Oliver Cromwell", um liberal convicto, assumiu o poder e deu início à implementação de uma profunda reforma econômica, que iria consequentemente provocar o "Êxodo Rural" de milhares de camponeses.




POLÍTICA DE CERCAMENTO

Fonte: In: http://revolution17.blogspot.com.br/2006_10_01_archive.html

Foi um novo perfil econômico implantado por Cromwell, em que, vastas áreas de terras foram ocupadas pela burguesia. O objetivo era transformar espaços, antes destinados à agricultura de subsistência, em pastos para a criação de carneiros, com o intuito de acumular lã suficiente para servir de matéria prima com destino à emergente indústria têxtil da época; fruto dos primeiros sinais da "Primeira Revolução Industrial" que estava surgindo em meados do século XVIII. 



No entanto, a nova organização econômica contribuiu para que milhares de camponeses deixassem suas terras na Europa e partissem em busca de um novo rumo para suas vidas, a "América Temperada" seria, a partir de então, uma opção mais do que atraente.


CONCLUSÃO SOBRE A POLÍTICA DE CERCAMENTO



Então, podemos concluir, que o contingente populacional, as perseguições religiosas e as reformas econômicas, em especial a política de cercamento implantada por Oliver Cromwell na Inglaterra do século XVIII, foram as principais causas pela qual motivaram a evasão de grande quantidade de pessoas, tanto na Inglaterra, como também na França, a buscarem um novo lar que possibilitassem às mesmas a continuidade ao estilo de vida adotado em suas antigas terras natais; gerando, a partir deste momento, aquilo que chamamos por processo de colonização de povoamento.



SOBRE OS PRIMEIROS MOMENTOS DA COLONIZAÇÃO NO CONTINENTE TEMPERADO AMERICANO.



Devido à forte pressão na Europa, por motivos aqui já mencionados, uma elevada quantidade de colonizadores chegaram à América do Norte; no entanto, tal quantidade de pessoas, que procurava desesperadamente um lugar para recomeçar suas vidas, gerou, no início da ocupação,  uma espécie de exploração de trabalho escravo, de brancos sobre outros brancos, fato que nem se chegou a cogitar na "América Tropical" controlada por Portugal e Espanha. 


O trabalho "escravo branco" ocorreu no início do processo de ocupação na "América Temperada", porque  Inglaterra e França ainda não tinham desenvolvido em grande escala, a prática do "Tráfico Negreiro" e  a utilização de mão de obra escrava como Portugal e Espanha. Sendo assim, as novas colônias da América do Norte, ainda não disponibilizavam deste artifício. Outro fator que contribuiu muito para este processo, e, deve ser levado em consideração, é que, na Inglaterra por exemplo, não havia tanta terra disponível para o trabalho camponês. Assim, o trabalhador a chegar à nova colônia, além de se acomodar em grande quantidade no novo continente, se via na obrigação de aceitar qualquer condição de trabalho para não ter que voltar a sua antiga terra natal, na Europa.

NOTA FINAL SOBRE O ARTIGO


Neste artigo, foi apresentado um tema relacionado à política de povoamento na chamada "América Temperada", sendo que, o processo de colonização realizado no território brasileiro possui uma característica completamente diferente, quando comparado ao que ocorreu na América do Norte. No entanto, apresentarei este tema no próximo artigo que irei desenvolver em um futuro próximo.

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sexta-feira, 26 de junho de 2015

A Influência da China na dinâmica econômica da União Europeia.


  O mundo sente de imediato as transformações econômicas impulsionada pelo crescimento da China a partir das reformas implantadas por Deng Xiaoping em 1978, e intensificada no decorrer das décadas de 1980 e 90. No entanto, iremos tratar aqui neste artigo a relação entre China e União Europeia e suas respectivas economias do ponto de vista macroeconômico.

  Começaremos ,primeiramente, a discutir sobre as causas do crescimento econômico chinês, e depois sua autonomia política e econômica para assim, ter a oportunidade de correlacionar a dinâmica do seu crescimento com a União Europeia.


CAUSAS DO CRESCIMENTO ECONÔMICO CHINÊS


Fonte: (In:http://jornalggn.com.br/blog/bancos-elevam-previsao-de-crescimento-do-pib-chines-em-2013)

   Entre as causas do crescimento da China, podem ser destacados aqui os seguintes aspectos:
  • Pesados investimentos por parte do governo no setor de construção cívil.
  • Desvalorização artifícial de sua moeda. (yuan)
  • Criação das ZEEs, mais conhecidas como "Zonas Econômicas Especiais" junto ao litoral no extremo leste do país.
  • Oferta da diminuição ou isenção de impostos para as Multinacionais que queiram produzir em seu território.
  • Possibilidade na oferta de mão de obra barata, além de um gigantesco mercado consumidor capaz de gerar elevadas receitas às empresas estrangeiras por causa do baixo custo de produção.
  • Ao mesmo tempo que promove uma liberdade de mercado (Liberalismo Econômico), o governo exerce forte controle na dinâmica financeira do país, ligado ao sistema financeiro internacional como a proibição de entrada de capital especulativo no interior de suas fronteiras.
      
        INVESTIMENTOS GOVERNAMENTAIS NO SETOR DE CONSTRUÇÃO CÍVIL



       Em períodos de crise econômica como aquela de 2008 nos Estados Unidos, o governo chinês buscou investir pesado no setor de construção civil para fortalecer sua economia doméstica, e proteger-se de uma possível diminuição de suas exportações no comércio exterior. O investimento na construção civil e infra-estrutura como Portos, Rodovias e Estradas estimula mesmo que indiretamente, vários setores da atividade econômica gerando empregos e aquecendo a economia. Este foi um dos fatores que contribuíram para o crescimento e manutenção da estabilidade da economia chinesa.



DESVALORIZAÇÃO DO YUAN:COMO A DESVALORIZAÇÃO DA MOEDA PODE CONTRIBUIR PARA O CRESCIMENTO ECONÔMICO DE UM PAÍS COMO A CHINA?

Fonte:(In:http://controle-economico.blogspot.com.br/2010/03/desvalorizacao-da-moeda-chinesa.html)


       Outra carta na manga utilizada pelo governo de Pequim, está na desvalorização artificial da sua moede nacional, pois com a desvalorização da mesma com relação ao dólar, o custo de produção fica menor para as empresas que atuam no país. Sendo assim, é possível produzir mercadorias com preço reduzido quando comparado às mercadorias proveniente de outros países, ganhando uma enorme parte do mercado consumidor distribuído mundo  afora.


CRIAÇÃO DAS ZONAS ECONÔMICAS ESPECIAIS (ZEEs)


     Com a subida ao poder de Deng Xiaoping em 1978, a China deu início a uma reforma econômica liberalizante no país que estimulasse a entrada de investimentos estrangeiros, associado á facilidade criada na exportação de mercadorias. No entanto, para alcançar tal objetivo, foram criadas no decorrer da década de 1980, as Zonas Econômicas Especiais (ZEEs) junto ao litoral do país facilitando a entrada e saída de mercadorias tanto estrangeiras como nacionais.
     
OFERTA DA DIMINUIÇÃO OU ISENÇÃO DE IMPOSTOS PARA AS MULTINACIONAIS QUE QUEIRAM PRODUZIR EM SEU TERRITÓRIO.

      O governo chinês oferece uma série de incestivos fiscais, com o objetivo de atrair investimentos estrangeiros, estabelecimento de fábricas além poderosas multinacionais, em que, as mesmas trazem consigo, toda sua tecnologia para posteriormente serem absorvidas pelos trabalhadores chineses.

     Terrenos são doados por um tempo determinado por parte do governo a serviço das Multinacionais, além dos baixos impostos cobrados a todo setor privado instalado em seus domínios territoriais, contribuindo fortemente para a entrada de "Investimentos Externos Diretos" no país.


MÃO DE OBRA BARATA ASSOCIADO A UM FORTE MERCADO CONSUMIDOR


      Por causa da imensa população chinesa, a oferta da mão de obra neste país é abundante e por isso, torna-se extremamente barata. Quando a China deu início à abertura de seu mercado a partir de 1978, mais de 90% de sua população era rural, sendo assim, tratava-se de uma população sem qualificação de trabalho para um meio urbano-industrial que começava emergir a partir daquele momento. Portanto, podemos destacar tais motivos como fundamental para o acelerado processo de industrialização e urbanização do país.
     Associado a ideia de que a mão de obra é barata por conta da densidade populacional, este mesmo contingente populacional também começa possuir com um certo tempo, um enorme potencial de consumo capaz de atrair vultuosos investimentos, gerando cada vez mais receita e para a iniciativa privada e estatal gerando milhares de empregos. Estes dois elementos associados contribuíram e muito para o estrondoso crescimento a cerca de 10% do PIB ao ano, enquanto economias ocidentais beiram a média de crescimento em cerca de 2 á 3% ao ano.

CAPITALISMO DE ESTADO E  AUTONOMIA DA POLÍTICA ECONÔMICA CHINESA


      Ao mesmo tempo que a China abre sua economia para a entrada de investimentos estrangeiros, o governo exerce forte supervisão no fluxo de mercadorias, serviços e na entrada de capital financeiro. A China realiza um controle da dinâmica econômica no interior de seus domínios territoriais de maneira semelhante ao que fazia o Partido Nazista de Hitler no período entre guerras. Quando o assunto é mercado financeiro, tanto a China de hoje como a Alemanha de Hitler sempre defenderam o enriquecimento por meio do trabalho, e não no que é possível lucrar com a desvalorização de ações no mercado financeiro como os especuladores fazem até hoje, sendo este fator por sinal, responsável pela quebra da bolsa de 1929 nos Estados Unidos. Na China, a economia não corre de maneira frouxa como é de costume em economias onde predominam os valores do liberalismo ocidental, porque a presença do estado na economia chinesa é infálivel, pois os chineses sabem que o capitalismo é irresponsável quando anda por conta própria, ou seja, é irresponsável e falho por natureza.


QUAL INFLUÊNCIA A CHINA EXERCE NA DINÂMICA ECONÔMICA DOS PAÍSES EMERGENTES?

     A entrada da China no comércio internacional a partir de 1978, gerou uma enorme reviravolta na economia mundial afetando vários países e organizações econômicas tanto positivamente como negativamente. Analisaremos neste momento, como esse crescimento chinês influênciou o desempenho econõmico dos países emergentes inclusive o Brasil.

Fonte:(In:http:/www.istoe.com.br/reportagens/285779_BRICS+DEVEM+CRIAR+INSTITUICAO+BANCARIAPARA+O+DESENVOLVIMENTO+DE+PAISES+EMERGENTES?)

  • Efeito posítivo: com a entrada da China na economia internacional, houve um significativo aumento na procura de matéria prima como recursos energéticos, além de produtos agrícolas mais conhecidos como "commodities" no mercado internacional. O efeito disto está no encarecimento dos preços dos mesmos beneficiando única e exclusivamente os países exportadores de tais recursos como é o caso do Brasil. África do Sul, Argentina e etc..
  • Efeito negativo: Com o baixo custo produtivo, as mercadorias chinesas entram com preços muito baixao com relação às mercadorias dos países emergantes, como é o caso do Brasil. Esta prática elimina a concorrência em certos setores da atividade econômica, gerando inúmeros desmpregos e recessão da economia doméstica. No entanto, é valido ressaltar, que diferentemente do que ocorre com os países desenvolvidos, os países emergentes sofrem menos com a presença das mercadorias chinesas em seu territórios, isto porque, as economias emergentes não disponibilizam de um parque indústrial desenvolvido do ponto de vista tecnológico, e sendo assim, não estão na mesma linha de produção como estão os chineses, europeus e estadunidenses. Em outras palavras, os países emergentes não concorrem com os chineses em termos de produção industrial avançada, e sim, apenas servem o grande mercado e indústria chinesa com matérias primas e produtos agrícolas.
       
QUAL A INFLUÊNCIA QUE A CHINA EXERCE NA DINÂMICA ECONÔMICA DA UNIÃO EUROPEIA?

Fonte: (In:http://www.dw.com/pt/uni%C3%A3o-europeia-e-china-parceria-lucrativa-e-marcada-por-tens%C3%B5es/a-16383798)
    
   Com a entrada da China no mercado internacional, houve de imediato um considerável aumento na procura de matéria prima ligada ao setor de enregia, além do aumento na procura de Commodities (produtos agrícolas e minerais com baixo valor agregado no mercado internacional) fazendo com que elevem seus preços, beneficiando quem exporta como é o caso do Brasil, Rússia, Argentina, África do Sul e etc.. Por outro lado, países como Estados Unidos e principalmente União Europeia, dependem e muito da importação desses produtos, o resultado é que, na medida que os preços das commodities sobe, mais esses países gastam para adiquiri-los no comércio externo, e como se não bastasse, com os produtos chineses entrando a um preço mais acessivel aos consumidores desses países ( EUA e União Europeia), e de outros mercados sob o domínio destes até então, faz com que os países considerados desenvolvidos percam mercado juntamente com o aumento da dificuldade em adquirir recursos naturais e agrícolas por causa da elevação de seus preços.

  Portanto, podemos considerar que os países que concorrem diretamente com a China como é o caso dos Estados Unidos e União Europeia, sofrem baixas significativas para suas indústrias de todos os lados, a verdade é  que a China está roendo aos poucos as economias dos países ditos desenvolvidos neste meado do século XXI. Estes seriam um dos motivos, pelos quais há uma certa preocupação de empresários e alguns meios de comunicação, que torcem para que Estados Unidos e União Europeia continuem no comando da economia mundial, e temem pela ascensão da economia chinesa no decorrer  dos próximos anos.

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segunda-feira, 13 de abril de 2015

A Crise da Dívida Soberana Europeia: o caso da Grécia.

    Também conhecida como crise do Euro, ou Crise Grega, foi uma crise pública dos estados que atingiu vários governos europeus, principalmente o grego, que se espalhou para grande parte da Europa revelando a frágil situação fiscal dos mesmos.

    Para iniciar a nossa reflexão, iremos primeiramente entender o conceito de Dívida Pública de um Estado Soberano.
   
   Divida Pública: Trata-se de uma determinada quantia de dinheiro, em que, o governo de um país destina à sua população ativa e aposentada no setor público, e, aposentada no setor privado; no entanto, para que isso ocorra, é necessário que tais governos arrecadem a altura dos seus gastos. No momento que o volume arrecadado não é suficiente para cobrir tais despesas com o servidor público e aposentado em geral, é comum dizer que o governo fica com uma dívida a ser paga à população, por isto o termo se intitula como "dívida pública".

   Entre o ano de 2000 e 2008, a Grécia desfrutou de um grande crescimento econômico; no entanto, tal crescimento se deveu ao forte subsídio do Estado Grego na economia do país. O governo realizava um generoso programa assistencialista com seus servidores públicos e aposentados do estado e iniciativa privada ( A Nossa Previdência Social de Hoje), como  aposentadorias precoces, pensões vitalícias para filhas solteiras de funcionários públicos, além de oferecer 13º, 14º e 15º salários aos trabalhadores e exercer imensos gastos militares com suas forças armadas.

Fonte: ( In:http://www.galizacig.gal/avantar/opinion/15-5-2012/quotcatastrofe-liberalquot-crise-arrasta-europa-para-a-incerteza)
 
    Até aí tudo bem!.. porque os investimentos estrangeiros, turismo e um considerado grau elevado de exportações de sua indústria permitia que o estado grego arrecadasse  à altura desses gastos sociais e militares.

    Um Estado e sua economia funciona da seguinte maneira: Os gastos sociais do Estado para com sua população, mantém a economia aquecida;  isto porque, com o dinheiro recebido, a população irá depositar boa parte na iniciativa privada gerando o fortalecimento do setor produtivo e aquisição de empregos. Sendo assim, podemos entender que quanto mais uma economia se fortalece, maior será o retorno do valor investido pelo Estado para si próprio. E é isso o que acontecia com a Grécia e outros países da "Zona do Euro". Tudo ia correndo muito bem, até o momento em que veio a deflagrar a " A Crise Imobiliária de 2008", nos Estados Unidos".

    Mas, por quê?  O que uma crise financeira num país que fica do outro lado do Atlântico tem a ver com a Grécia? Simples!.. Uma economia do porte dos Estados Unidos atrai muito capital estrangeiro à procura de lucro, ainda mais a partir dos anos 2000, em que o mercado imobiliário norte americano estava correndo de vento em polpa. Como o país tem a maior economia do mundo, é normal que também tenha uma boa fama na hora de honrar com seus compromissos; e, é isso que os investidores de todo mundo procuram: a chamada " Confiança". Bancos de todo planeta capitaram recursos financeiros nos mais variados cantos do mundo, para realizar empréstimos a pessoas físicas com sonho de ter uma casa própria. No entanto, com a difusão da crise, esses mesmos Bancos que investiram seu capital para realizar o sonho da casa própria da família americana, começaram a ficar inadimplentes tendo dificuldades em arcar seus compromissos com investidores pelo qual tinham emprestado dinheiro ou capital como preferir.


Fonte:(In:http://uipi.com.br/noticias/geral/2011/10/20/protestos-tomam-a-grecia-enquanto-europa-busca-solucao-para-a-crise/) - Manifestantes enfrentam as forças do governo pedindo o fim do corte nos gastos sociais a mando do FMI e Banco Central Europeu

 
     O mercado financeiro é movido por confiança, se acaba esta confiança acaba também o "amor" entre investidor e empreendedor. A crise norte-americana fez com que investidores ficassem arredios com o cenário econômico não só nos Estados Unidos, mas também pelo mundo afora; e a Grécia não ficou excluída disto, muito pelo contrário, foi aí que ela virou um alvo iminente do infalível e imperdoável sistema financeiro  A Grécia foi o primeiro país a sentir a crise por arcar com altos gastos sociais e possuir uma iniciativa privada frágil com baixo índice de exportação quando comparado aos outros países da "Zona do Euro".

O QUE SÃO INVESTIDORES NO MERCADO FINANCEIRO?

    Os investidores no mercado de capitais são, nada mais nada menos, do que pessoas físicas ou jurídicas que se disponibilizam a emprestar parte de seus recursos financeiros com o objetivo de deter um lucro satisfatório a longo e médio prazo. As "Corporações" e Bancos Privados, captam dinheiro pelo mundo afora com objetivo de fortalecer seus investimentos na chamada "Economia Real".

ECONOMIA REAL

     A Economia Real é onde circula o capital gerado pelo setor produtivo e de serviços como: setor imobiliário, linha de produção de automóveis, produtos alimentícios e serviços terceirizados de toda natureza; ou seja, trata-se de um capital cuja origem reside num sistema de acumulação palpável, e não na base da especulação ou do que pode vir acontecer como ocorre na mercado especulativo de finanças.

  TÍTULO DO TESOURO DOS ESTADOS SOBERANOS.

      São papéis do governo que por força de contrato, tem valor de capital assegurado pelo Banco Central de um país com seu governo, ou seja, trata-se de um documento que funciona como uma espécie de testemunha do acordo firmado entre governo e investidor. O objetivo do governo com esses papéis está na possibilidade de arrecadar reservas em dólares para controlar a taxa de câmbio, para assim, poder controlar também o que entra e o que sai de mercadorias no país (Exportação e Importação); arcar com gastos públicos, além de, salvar bancos quebrados e investidores em caso de necessidade,  como ocorreu na Inglaterra, Holanda e Estados Unidos em 2008.

     AÇÕES NO MERCADO FINANCEIRO

     São partes do capital de uma determinada empresa representada por documentos que asseguram ao acionista ou investidor, o direito de fazer parte do comando de uma empresa ou Corporação Transnacional; sendo que quem assegura a legalidade das transações é a "Comissão de Valores Mobiliários" em conjunto com o "Banco Central". Portanto, a iniciativa privada fica a cargo de realizar as transações financeiras, não o governo, como ocorre na venda de títulos da dívida pública.

    Muito bem, agora poderemos analisar a fundo o que aconteceu com o governo grego em 2008. Como o governo grego investia pesado no assistencialismo social com sua população por meio de aposentadorias precoces, altos salários para servidores públicos além de pensões vitalícias para filhas solteiras de servidores falecidos, a população gozava de uma boa condição financeira e isto se refletia diretamente na geração de empregos, novas indústrias, exportações; e, por fim, mais receita que era retornado ao governo.

Fonte: ( In:http://www.rogeriodearaujo.com.br/como-ter-sucesso-na-bolsa-de-valores-e-ganhar-dinheiro/)
Dia de pregão no mercado financeiro na BMF Bovesta- SP Brasil
 
     O problema, no entanto, estava a milhas dali do outro lado do "Oceano Atlântico": nos Estados Unidos. Quando o setor imobiliário norte americano entrou em colapso, vários bancos de todas nacionalidades que realizavam investimentos no setor do país ficaram inadimplentes, não tendo como reembolsar investidores dos quais tinham emprestado dinheiro, gerando uma crise de desconfiança entre investidores no mundo inteiro. A Grécia, dentre os países da "Europa Ocidental", foi o primeiro a sentir e com mais força a crise, por quê? Simples de responder:  porque dentre os países da "zona do Euro", a Grécia era o que mais arcava com gastos sociais e possuía uma economia frágil, suas empresas não produziam mercadorias de alta qualidade; e, sendo assim, tinha pouca influência no mercado internacional. Portanto, com a crise, seria natural que tanto as suas exportações como o turismo, que é uma de suas principais fontes de renda, iriam sofrer uma grave diminuição, já que, pessoas em boa parte do mundo naquele momento estavam sem dinheiro para gastar, reduzindo a economia grega à migalhas. E, como foi dito anteriormente, economia aquecida é sinônimo de Estado arrecadando e forte, e economia fraca é sinônimo de Estado "fraco e capenga", isto porque, sem arrecadar o suficiente, não tem mais como arcar com as despesas (Défíct Orçamentário = Dívida Pública Elevada).


     É aí que entra o "X" do problema: um Estado que está gastando mais do que arrecada seria digno de confiança para investidores? Quem, em sã consciência, iria emprestar ou comprar títulos de um governo em fim de linha assim? Ninguém, não é? Pois então, é isso o que aconteceu com os investidores que depositavam vultuosos capitais no governo e na economia grega como um todo: perderam a confiança no governo grego com medo de tomar um calote por sua situação complicada acima de todos o países da "Zona do Euro". Por a Grécia apresentar tais condições que a colocava no topo de um estado quebrado e mal pago, é que foi eleito o primeiro a não receber mais um centavo se quer pelos investidores ao redor do mundo. Por este motivo é que a Grécia sentiu primeiro,. e, em uma maior intensidade, a crise em relação aos demais países europeus.

     FMI E BANCO CENTRAL EUROPEU

       Com a fuga de capitais, o governo grego não teria outra opção se não pedir ajuda ao "FMI" e seus vizinhos ricos como Alemanha e França. Tanto o Banco central europeu como o FMI aceitaram enviar um pacote de ajuda ao governo grego, afim de impedir um calote evitando uma catástrofe no continente. Estas grandes Instituições financeiras aceitam ajudar, mas com uma condição, e qual condição seria esta,  hein?


Fonte:(In:http://www.voxeurop.eu/pt/content/article/1832041-fmi-um-aliado-inconveniente) -      
Christine Lagarde, Diretora do FMI.
   
     A condição que o FMI e o Banco Central Europeu impõe ao governo grego está na diminuição de gastos sociais para com sua população:, se diminuir os gastos, eu te empresto; se não, não. Esta é a cartilha do FMI e Banco Central Europeu, eles não iriam emprestar milhões para um governo que mal consegue pagar suas contas sem uma garantia por ele apresentada. Então, o que o governo faz? Inicia um programa impiedoso de austeridade que significa corte de gastos sociais, para que, com esses valores economizados sejam utilizados para devolver a quantia aos Bancos. Mas como é que fica a população? Ela aceitará isso passivamente? É claro que não!.. tanto que é exatamente por este motivo que protestos surgiram nas ruas de Atenas, gerando inúmeros confrontos com forças do governo (Polícia).

      Caros leitores, é isto o que aconteceu na Grécia e em todo o continente europeu, países que se dedicavam a manter sua população com alto poder aquisitivo, com a perspectiva de obter retorno por meio da cobrança de impostos, por um tempo deu certo, mas só por um tempo.

POPULAÇÃO ENVELHECIDA E POUCOS JOVENS SOBRECARREGAM A PREVIDÊNCIA SOCIAL DOS PAÍSES RICOS.

       A Europa Ocidental teve o início do processo de industrialização há cerca de 200 anos, sendo assim, podemos concluir que o continente já tem consolidado o seu processo de urbanização, sistema econômico, político e social. A Europa apresenta um elevado IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), e uma baixa taxa de natalidade, pois com mais mulheres no mercado de trabalho, as mesmas tem menos tempo para cuidar de seus filhos, associado ao encarecimento do custo de vida por conta do processo de urbanização, possui um número menor de filhos resultando em poucos jovens no seio da população, e isto também associado a uma boa expectativa de vida entre seus cidadãos, ficando evidente que em uma população dessas, há uma maior concentração de idosos e um número reduzido de jovens entrando no mercado de trabalho, gerando gastos excessivos ao estado e fragilizando a economia; já que, é o número de jovens se inserindo no mercado de trabalho é que terá que dar conta ao pagamento das aposentadorias de idosos no continente, que por sinal, não são poucos. Esse é um dos fatores que contribui hoje para a fragilidade da economia europeia no que diz respeito à crises econômicas.

EFEITO CHINA TAMBÉM CONTRIBUI PARA A FRAGILIDADE DO ATUAL SISTEMA ECONÔMICO DOS PAÍSES EUROPEUS.


    Como se não bastassem os problemas internos dos países que compõem a "Zona do Euro", a China veio para acabar de afundar a economia dos ditos "Países Ricos" da Europa Ocidental. Mas, como isso é possível?

     Para responder  a esta pergunta é necessário saber que assim como os países europeus, a China também importa matéria prima e exporta produtos industrializados. Só que a China, por ter uma moeda desvalorizada em relação a outros países do mundo e também disponibiliza de uma quantidade gigantesca de mão de obra quando comparada aos demais; faz com que o custo da mão de obra no país seja a mais barata dos entre os cinco continentes do nosso planeta. Para ajudar a situação crítica dos países europeus, com a entrada da China no mercado internacional, as matérias primas como Petróleo, Minério de Ferro, Carvão Mineral ,entre outros recursos naturais ficaram absurdamente mais caros. Portanto, tal acontecimento se tornou mortal para a economia europeia, já que os mesmos não disponibilizam de recursos naturais em seus territórios e mais do que qualquer outro continente, precisa de maneira indispensável desses recursos vitais para a sua Indústria.
    
  Fonte: (In: http://pt.dreamstime.com/ilustra%C3%A7%C3%A3o-stock-aperto-de-m%C3%A3o-entre-uni%C3%A3o-europeia-e-china-image42742455 )
   
     Sendo assim, podemos concluir que com a entrada da China no mercado mundial, boa parte dos produtos europeus deram lugar aos produtos chineses por possuir um preço menor, gerando falências e desemprego na Europa desaquecendo ainda mais sua economia que já estava fragilizada. E para piorar, a busca incessante do gigante chinês em busca de matéria prima encareceu o preço das matérias primas pelo mundo afora; então, além de ter seu mercado reduzido por causa da entrada dos produtos chineses que são bem mais em conta, os europeus tiveram que começar a "enfiar cada vez mais a mão no bolso" para suas importações.


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